Cheguei para pastorear uma igreja que está morrendo…. e agora?

igreja morrendoMuito dos erros e equívocos que um pastor comete em uma igreja que está com dificuldades e carente de revitalização é fruto de falta de conhecimento sobre o que fazer. A falta de pensamento claro sobre este assunto faz com que um pastor ouça uma gama variada de vozes e reaja de forma apressada ao que ele ouve e vê em sua igreja. Alguns dizem, mude tudo imediatamente, outros chamam o pastor a olhar para fora da igreja em busca de uma nova vida. Se um pastor não tem uma postura sólida sobre o que fazer ou nem mesmo uma ideia melhor sobre o que não fazer, ele irá reagir e tomar decisões rápidas baseadas na bagunça que ele encontrou.

 

Um pastor precisa ser treinado a não ser um reacionário diante da disfunção e confusão que ele encontra, mas a ter um plano claro sobre como ele deve investir seu tempo durante os seus primeiros anos independente dos problemas que ele tenha herdado. A melhor forma de um pastor entrar em uma igreja disfuncional e que esteja morrendo é simplesmente ser um pastor para essas pessoas. É por isso que os pastores precisam ser treinados nas práticas da teologia pastoral a fim de que seja equipado para a obra do ministério.

Teologia Aplicada

Uma definição simples de teologia pastoral é a aplicação da teologia bíblica de uma maneira pastoral com o propósito de cuidar do povo de Deus.

Isto é, teologia pastoral informa um pastor para as tarefas cotidianas com o objetivo de ministrar ao povo de Deus. Estas tarefas incluem coisas como pregar, visitar os doentes, cuidar das viúvas, discipular outros, treinar líderes, encorajar os fracos, conduzir casamentos e funerais, entre outras coisas.

A chave para aplicar a teologia pastoral na revitalização de uma igreja está centrada nestes dois princípios: As tarefas bíblicas de um pastor para o cuidado do rebanho. A ausência de teologia bíblica pastoral, muitas vezes, leva ao pragmatismo.

A ausência de desejos intencionais, sábios e criativos para ministrar ao povo de Deus Deus e encontrá-los onde eles estão pode criar um pastor isolado.

Expectativas Razoáveis

Um pastor não deve colocar expectativas esmagadoras em si mesmo, achando que irá transformar a igreja em 18 meses, mas deve simplesmente vir com uma visão clara do que é o seu chamado como pastor e executar esse chamado com todas suas forças.

Primeiros e mais importante, prepare-se para ser paciente e cuidar das almas das pessoas que estavam lá quando você chegou. Isto permite que um pastor possa fazer o que ele pode e dá tempo para Deus fazer o que só Ele pode fazer.

Por Brian Croft em http://www.sbts.edu/blogs/2016/01/07/i-just-arrived-to-pastor-a-dying-church-now-what/

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Conselhos Para Os Que Estão Começando No Ministério

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Uma noite destas eu tive a oportunidade de ouvir algumas sábias palavras de um pastor que está envolvido no ministério a mais de 50 anos. Atualmente ele serve como Pastor Executivo de uma igreja bem grande na Costa Leste. Quando perguntado sobre o que ele aprendeu após todos estes anos servindo fielmente ao Senhor, ele deu três pontos poderosos, os quais eu precisava ouvir.

A Necessidade Não é O Chamado

É importante notar e diferenciar a necessidade do chamado. Como líderes, muitas vezes estamos prontos a preencher lacunas quando as necessidades surgem. É fácil nos dispormos e cuidarmos de uma necessidade pensando: “Se eu não fizer, quem vai fazer?”. Precisamos saber para o quê Deus está nos chamando e então andarmos fielmente neste chamado. Não estou dizendo que devemos ignorar as necessidades, mas estou te encorajando a não se sentir prisioneiro de cada uma delas. Discirna em que você foi chamado a se alegrar, discirna a que você não foi chamado, e abrace a liberdade.

Ministre a Partir do Transbordo

Isto já foi dito muitas vezes, mas precisa ser dito de novo e de novo, faça do seu tempo devocional com o Senhor uma prioridade. Precisamos valorizar e proteger nosso estudo e tempo de oração pessoal. Separe um tempo e proteja este tempo. Muito do ministério é dar aos outros, e ministros precisam se certificar de que eles mesmos estão sendo alimentados. Ninguém pode dar o que não tem.

A Igreja É uma Amante Ciumenta

Proteja seu tempo em família. Sempre existirão problemas, sempre surgirão necessidades, sempre aparecerão reuniões. É muito fácil sermos tentados a querer apagar todo e qualquer fogo, participar de todas as reuniões e eventos. A igreja estará sempre nos chamando e acenando. Mas muitas vezes responder a igreja é preterir e negligenciar nosso tempo com a família. Certifique-se de participar dos eventos dos seus filhos, compartilhe com eles essas experiências especiais. Ajude em casa, pare para ouvir como foi o dia de sua esposa, leve-a para sair com regularidade. Não se deixe seduzir pelo som da sirene do ministério.

Pessoalmente, eu precisava ouvir estas palavras. Elas são um lembrete gentil de que meu chamado não é para tentar e ser o salvador da igreja. Um lembrete de que preciso me certificar de que meu tempo de oração e devoção pessoal são uma prioridade. Um lembrete de evitar negligenciar minha esposa e filhos, meu primeiro ministério precisa ser sempre em casa. Considere em oração em qual dessas áreas você tem tido dificuldade e faça os ajustes necessários.

Por: Jim Fowler – Original: Advice When First Starting Out In Ministry

Traduzido por: Equipe ReVive

 

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Você acabou de pregar. E agora?

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Os momentos pós-sermão são períodos muito perigosos na vida de todo pregador. Até mesmo Charles Spurgeon, que foi chamado de “Príncipe dos Pregadores”, disse sobre a sua pregação: “Faz tempo desde a última vez em que preguei um sermão com o qual tenha ficado satisfeito. Eu mal me lembro disso ter acontecido alguma vez.”

Se você já serviu no púlpito você sabe como é este sentimento. Você acabou de gastar 30-45 minutos em uma inundação expositiva, derramando o fruto do seu estudo e zelo sobre a sua congregação. As 10-20 horas de preparação do sermão agora já são história antiga e você entrou no seu carro para dirigir até a sua casa. Você está exausto – emocionalmente, espiritualmente e fisicamente. E agora?

Se Spurgeon se viu insatisfeito com seus sermões, é seguro dizer que meros mortais como eu e você nos encontraremos na mesma posição.

Vamos então nos preparar para estes momentos.

Para isso o Dave Harvey escreveu, a Sojourn Network publicou e o ReVive traduziu um checklist gratuito para pregadores. Ele é um guia do que você deveria e não deveria fazer após pregar um sermão.

Se você não é um pregador, então compartilhe com um pregador que você conheça.

 

Faça o Download do Checklist clicando aqui

 

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Por que as igrejas deveriam repensar o salário do pregador?

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A relação entre o trabalho que um pregador realiza e o dinheiro que ele leva para casa parece ser muito clara para a maioria dos membros de igrejas: “nosso pregador ‘ministra’ à esta igreja – ele visita os doentes, ela aconselha, ele evangeliza, ele prega, ele ensina, ele faz o boletim e tudo o mais que pedirmos a ele – e nós o pagamos para que ele faça estas coisas.” Esta é a forma como a maioria dos cristãos pensam sobre seus pregadores e o “salário” que pagam para ele. Mas será que esta é de fato a forma como deveríamos pensar sobre isto? Pessoalmente, eu creio que não. Aqui estão algumas coisas para considerarmos…

1. Pare de pensar que o Pregador faz o que faz pelo pagamento.

A maioria dos membros de igrejas pensam que os seus pregadores fazem o que fazem porque eles o pagam para fazê-lo. Eu creio que esta é uma forma invertida de se pensar sobre a situação. É muito mais saudável pensar da seguinte forma: “O pregador comprometeu sua vida à proclamação do evangelho e nós o apoiamos financeiramente neste esforço.” Ele não faz o que faz porque vocês dão dinheiro a ele, vocês dão dinheiro a ele porque ele faz o que ele faz.

O Apóstolo Paulo abriu mão do seu direito de coletar apoio financeiro da maioria das igrejas nas quais ele trabalhou, mas ela afirmou que as igrejas deveriam apoiar aqueles que trabalhavam espalhando o evangelho (1 Coríntios 9). A igreja deve sustentar tantos quantos pregadores, professores, evangelistas e missionários ela for capaz. Quando homens querem devotar a vida deles à proclamação do evangelho, nós devemos considerar como nosso privilégio e alegria sustentar estes homens.

2. Pare de pensar que seu pregador faz o que ele faz em seu lugar.

Muitos membros de igrejas pensam em seus pregadores como os ministros (servos) da igreja. Eles consideram como tarefa do ministro fazer o aconselhamento, a visitação, o evangelismo e o ensino da igreja. E quer admitamos ou não muito deste pensamento vem do fato de que nós não queremos fazer este trabalho, pensamos que não temos tempo, então contratamos alguém que faça por nós.

Dizemos coisas do tipo: “Eu não sei como fazer e não tenho tempo para ir no hospital e visitar as pessoas que estão doentes, nem para fazer estudos bíblicos com incrédulos; é para isso que pagamos o pastor.” Mas não poderíamos estar mais errados por esta forma de pensarmos.

Não existe nenhum precedente bíblico para se contratar alguém para fazer a obra que nós deveríamos estar fazendo. De fato, uma das tarefas do pastor é “equipar” os membros da igreja para que eles façam a “obra do ministério” (Efésios 4.11-12). Você não sustenta um pastor para que você possa ser aliviado do trabalho, você sustenta um pastor, em parte, para que ele ajude a te equipar e motivar para a obra que você deve estar fazendo.

É óbvio que ele ajuda a equipar a igreja sendo um bom exemplo de serviço, mas se ele começar a fazer o trabalho por você, ele estará te mimando e não te equipando. Muitos pastores precisam parar de mimar a igreja e começar a equipar a igreja.

3. Pare de pensar que seu pregador pertence a você

Quando uma igreja pensa em seu pregador como empregado dela, ela entendeu errado a situação. O pastor não trabalha para a igreja. Ele não trabalha para os presbíteros. Ele trabalha para o Senhor. Paulo chama os pregadores de “servos do Senhor” (2 Timóteo 2.24), e é isto o que o pregador é, o servo do Senhor. Não o nosso servo.

É claro que o pregador e seu trabalho estão sob a supervisão dos presbíteros da igreja. Os presbíteros pastoreiam o pregador, ajudando-o a balancear o trabalho que ele realiza especificamente para a igreja local e o trabalho que ele realiza pelo Reino. Um pregador pode decidir junto com seus presbíteros que seu trabalho precisa focar primariamente – ou até mesmo exclusivamente – na obra local; enquanto outro pregador e seus presbíteros podem decidir focar as habilidades do pregador mais em espalhar o evangelho ao redor do mundo.

Mas é vergonhoso quando uma igreja acredita que o pregador pertence a eles e se ressentem pelo tempo que ele investe pregando e ensinando em outros lugares.

4. Deixe seu pregador ser um membro de sua igreja

Quando as igrejas pensam que seus pastores são empregados que pertencem a eles, elas com frequência falham ao não tratá-los como co-membros de igreja. Nossos pregadores precisam ser capazes de ter comunhão, aprender, confessar seus pecados e dificuldades, serem encorajados, aconselhados e ter todos os benefícios que desfrutamos como membros de uma família da fé. Mas muitas vezes nós negamos estas bençãos a eles porque os tratamos como nossos empregados.

Considere algumas destas questões:

  • O pregador está sempre ensinando na Escola Bíblica Dominical, ou vocês deixam que ele seja o aluno algumas vezes?
  • Você espera que seu pregador seja sempre quem estará ensinando, aconselhando e encorajando você, ou algumas vezes você oferece a ele os seus ouvidos?
  • O seu pregador se sente como um membro da sua igreja ou como um empregado da sua igreja?

Conclusão

O ponto central é este, temos que parar de pensar que o dinheiro que damos ao nosso pregador faz com que ele tenha uma dívida com a gente. Ao invés disto, devemos considerar nosso privilégio podermos sustentar homens que fiel e diligentemente proclamam a mensagem do evangelho em nossa igreja ou ao redor do mundo. Devemos encoraja-los de todas as formas que pudermos na obra que eles realizam.

Wes McAdams

Post Original.

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Os sinais da morte de uma igreja

igrejasmorremComo podemos saber que uma igreja está na iminência de morrer? Quais são esses sinais de morte? Vamos observar esses sinais à luz das sete igrejas da Ásia Menor. Essas igrejas estão há quase dois mil anos de nós, mas as causas que as levaram à morte são as mesmas ainda hoje.

A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso das igrejas de Pergamos e Tiatira, que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir à apostasia e à morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas renderam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo, abandonando a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.

A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira tolerava imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.

A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodiceia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nuca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.

A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou à igreja que se lembrasse de onde tinha caído, se arrependesse e voltasse à pratica das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.

A morte de uma igreja acontece quando lhe falta perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou uma igreja morta?

 

Extraído do livro “Revitalizando a Igreja” de Hernandes Dias Lopes e Arival Dias Casimiro

Tim Keller e a idolatria ministerial

 

Garrett E. Wishall: Que precauções pastores com seus 20 e poucos anos deveriam tomar para evitarem a idolatria da fama ministerial e o falso pensamento de que grandes números = sucesso?

Tim Keller: Se você sabe que o risco existe, já é um começo muito importante. Além disso, quando você perceber que está estranhamente desencorajado porque as coisas não estão crescendo ou as pessoas não estão te ouvindo – você precisa parar a si mesmo. Você tem que perceber que “Este é um desencorajamento desproporcional que revela a idolatria da justificação por ministério.” O que significa que você diz que crê em justificação pela fé, mas os seus sentimentos e ações mostram que você crê em justificação por ministério. Você tem que reconhecer que está transformado o ministério em um ídolo. Quando você enfrentar um desencorajamento extraordinário devido ao fato das coisas não estarem indo bem, você precisa dizer, “É normal ficar desencorajado, mas não tão desencorajado assim. Este desencorajamento é idolatria,” e então se arrepender.

Saiba também que ídolos criam um mundo de fantasia. Você pode pensar que está apenas pensando em estratégias ministeriais, mas pode ser você fantasiando o sucesso. Então seja cuidadoso com muitos sonhos com o sucesso, com o que você gostaria de ver acontecendo, enquanto você está acordado. Este é realmente um tipo de pornografia. Você está pensando sobre uma linda igreja e pessoas te aclamando: cuidado com fantasia excessiva com relação a sucesso ministerial e cuidado para não sonhar de mais com isso e não pensar de mais em como isso seria.

 

postado originalmente em http://news.sbts.edu/?p=715

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